Navegue para conhecer o trabalho do poeta e jornalista Alexandre Marino.

 

Algumas cenas recolhidas ao acaso nos álbuns fotográficos (e na memória)


Belo Horizonte, 1981:
Guerrilha Poética

Alexandre, Wanderley, Marcus, Cleise, João Evangelista e Sérgio FantiniA capital mineira fervilhava de Poesia, e um grupo de malucos tomava de assalto bares, aglomerações e eventos culturais para declamar versos, em alto e bom som, como devem ser declamados. Em março de 1982, o grupo, do qual fazia parte o escriba que vos fala, inventou de comemorar o aniversário do imortal Castro Alves com performances radicais - que ficaram conhecidas como Guerrilhas Poéticas

Os guerrilheiros em açãoParticiparam, entre outros, Sérgio Fantini, Marcus Lessa, Cleise Soares, Wanderley Batista, Orlando de Souza. A concentração ocorreu na casa do Wanderley, num quartinho onde fizemos o texto montagem numa velha Olivetti. Depois, a invasão dos bares na noite de sábado de BH, para, encapuzados, falar poesia. Na manhã seguinte, viria a Passeata Poética, pelas ruas da capital mineira, de megafone em punho. Vida de poeta não é fácil.  

 


Varginha, 1981
Festival de Poesia Falada

Alexandre Marino no Festival de Poesia de Varginha, em 1981O interior de Minas Gerais sempre foi pródigo em eventos culturais, especialmente literários e musicais, apesar do aparente isolamento. A cidade de Varginha, no sul do Estado, realizou durante muitos anos um Festival de Poesia que se tornou tradição e atraiu caravanas de poetas de Belo Horizonte, além de outros Estados. Autores como Antonio Barreto, Henry Correa de Araújo, Paschoal Motta, Geraldo Reis, Guido Heleno, entre muitos outros, marcavam presença no Festival, palco de disputas acirradas. Participei de algumas edições. Na foto (1981), declamo o poema Porto sem Nome, sob o olhar de um júri compenetrado. Classifiquei-me em quinto lugar. E em 1986, finalmente realizei o sonho de vencer o Festival de Varginha, com o poema Um Retrato. Os dois estão publicados em meu livro O Delírio dos Búzios, lançado em 1999 e hoje esgotadíssimo. Em tempo: a foto é do poeta Marcus Mendra, outra figurinha muito presente no evento. 

 

 

Contatos:

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